1º encontro do GT de Infraestrutura e Tecnologia mapeou desafios para a adoção desses recursos pela agricultura familiar

06/04/2018
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O primeiro encontro do grupo de trabalho de Infraestrutura e Tecnologia ocorreu na manhã do dia 27 de março, na FGV. Foi um momento de integração do grupo que acabava de se formar, bem como de alinhamento das expectativas quanto ao trabalho a ser desenvolvido. Buscou-se também neste primeiro encontro realizar um aprofundamento no tema do GT, traçando em conjunto um diagnóstico dos desafios existentes para a adoção de infraestrutura e tecnologia pela agricultura familiar.

A fim de proporcionar um momento para que o grupo se conhecesse, a primeira atividade do dia foi o preparo conjunto de uma salada de frutas, seguido de uma rodada de apresentações. Todos colocaram a mão na massa, cortando goiabas, bananas, mangas, maçãs e laranjas, e prepararam um delicioso lanche que foi servido enquanto cada participante se apresentava.

A equipe do projeto apresentou, em seguida, uma contextualização do GT e do histórico do trabalho do Bota na Mesa, em que foram apontados também aspectos do desenvolvimento da agricultura e das cidades, sinalizando alguns marcos relevantes, como a Revolução Verde, por exemplo, que caracterizam a cadeia de produção de alimentos hoje, dando destaque especial aos impactos sobre os agricultores familiares. 

Na sequência, foram conduzidas discussões em grupos com objetivo de mapear os desafios que a agricultura familiar enfrenta para se beneficiar de infraestrutura e tecnologia na produção e comercialização de seus produtos, bem como os atores chave que devem ser envolvidos para solucioná-los. Este momento evidenciou a complexidade do tema e a importância do diálogo entre os diversos setores envolvidos para a busca por caminhos que de fato promovam a adoção destes recursos por parte da agricultura familiar.


Algumas das questões levantadas pelos participantes envolvem entraves já conhecidos, como o acesso a crédito e assistência técnica insuficiente. Também foram mencionados alguns gargalos que estão por trás das dificuldades mais visíveis, como: a necessidade de maior articulação entre institutos de pesquisa e gestores públicos, permitindo que inovações tecnológicas encontrem correspondência em políticas aplicáveis à agricultura familiar; a importância de uma maior organização e representação social dos agricultores familiares, para garantir que suas necessidades sejam consideradas na formulação de iniciativas para o setor; e as mudanças necessárias na cultura e no comportamento dos produtores para que adotem práticas de gestão mais favoráveis à adoção de novas formas de produção e de relacionamento com a cadeia.

A partir do conteúdo levantado no primeiro encontro, a equipe do Bota na Mesa irá aprofundar a compreensão acerca dos desafios discutidos e identificar pontos de partida para que a construção das diretrizes possa endereçá-los. Em maio, o grupo se reencontra para dar continuidade a esta missão.

Quem estava presente?
  • Cooperativa de Agricultores Familiares 16 de Maio
  • Cooperativa Agrícola Sul Brasil São Miguel Arcanjo
  • Embrapa
  • Instituto de Economia Agrícola
  • Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (SEAD – Casa Civil)
  • Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo
  • Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (CODEAGRO – SAA/SP)
  • Coordenadoria de Assistência Técnica Integral – regionais de Mogi das Cruzes e São Paulo (CATI – SAA/SP)
  • Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento de São Paulo – Projeto Ligue os Pontos
  • Syngenta
  • Fundação Cargill
  • Go! Horti
  • Agrosmart
  • World Transforming Technologies (WTT)
  • Sociedade Rural Brasileira
  • EsalqTec
  • Instituto Biosistêmico
  • Fundo Zona Leste Sustentável