Alunos do FIS fazem imersão e estudo de campo em Minas Gerais e em Goiás

15/04/2012
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“Fisers” visitam mineradoras e fornecedores para saber mais sobre a relação entre estes atores e a comunidade

GVces, 16/04/2012

Bruno Toledo

“Choque de realidade”. É isso que a imersão representa dentro da dinâmica da disciplina de Formação Integrada para Sustentabilidade (FIS), promovida na graduação pelo GVces desde 2010. Momento importante para o desenvolvimento dos trabalhos da disciplina, a viagem de campo permite aos alunos conhecer a realidade na qual está inserido o desafio de seu Projeto Referência. Mais do que isso, esta imersão permite que os fisers (apelido dos alunos do curso) tenham consciência da complexidade do desafio e da necessidade de dialogar com todos os atores envolvidos, e das possíveis externalidades geradas pela resolução deste desafio. A imersão também é um momento importante no desenvolvimento do chamado Projeto de Si Mesmo, ao explorar a potencialidade do sujeito e ao promover a sua emergência através da autorreflexão.

A quinta turma do FIS – sYnCO – realizou sua viagem de campo entre os dias 30 de março e 07 de abril passados, com o propósito de conhecer a realidade do relacionamento entre grandes empresas mineradoras com seus fornecedores, tendo em vista a promoção de práticas de sustentabilidade dentro dessa cadeia de valor, e com a comunidade local. Sua primeira parada foi na cidade mineira de Vazante, autointitulada a “capital brasileira do zinco”: desde o final dos anos 1950, as reservas de zinco da região, uma das maiores do país, são exploradas por diversas empresas mineradoras, em especial pela Votorantim Metais (VM). As operações da VM em Vazante são responsáveis por mais de 75% do produto interno bruto (PIB) municipal. Em Vazante, os fisers conversaram com representantes de diversos fornecedores da VM e de outras mineradoras, além de outros atores locais importantes como sindicatos, organizações não-governamentais e o poder público, e visitaram as instalações da VM em Vazante, inclusive as minas subterrâneas de zinco da região.

Em seguida, os fisers foram para a cidade vizinha de Paracatu, em Minas Gerais. Única cidade histórica mineira no noroeste do estado, Paracatu se desenvolveu a partir das atividades de exploração de ouro, na primeira metade do século XVIII, e atualmente sua economia gira em torno das atividades agropecuárias e da mineração das reservas restantes de ouro e de outros minérios, como zinco e chumbo. Na cidade, o grupo visitou a planta da VM e conheceu um pouco mais sobre as práticas de gestão ambiental da empresa, principalmente seu projeto de resíduo zero na extração e exploração de zinco. As minas de ouro operadas pela Kinross também foram visitadas pelos fisers. Em seguida, os alunos entrevistaram representantes de fornecedores e atores locais de Paracatu.
 
Dona de uma das maiores reservas mundiais de níquel, Niquelândia foi a terceira parada da turma do sYnCO nesta imersão. Na cidade goiana, os fisers novamente entrevistaram fornecedores e atores locais, e visitaram as plantas da VM e da mineradora Anglo American, responsáveis pela maior parte da economia local. 
 
A última parada da viagem foi a cidade goiana de Pirenópolis, famosa pelas construções históricas e destino turístico importante da região de Brasília. Nesta última parte da viagem, o relacionamento entre mineradoras e fornecedores deu espaço para o desenvolvimento do Projeto de Si Mesmo, com atividades voltadas para a reflexão tanto das experiências dos dias anteriores como do próprio sujeito.
 
No final, os alunos ainda puderam conhecer um pouco da Capital Federal, Brasília, antes de retornar a São Paulo.
 
Os trabalhos do FIS continuam nas próximas aulas. Está prevista ainda a realização de outro estudo de campo, de curta duração. A apresentação final do trabalho do sYnCO deve ser realizada no final de junho, aberta para todos os interessados. Acompanhe a trajetória do sYnCO aqui e confira o diário de viagem dos fisers.