CBCS discute a vulnerabilidade em áreas de riscos e mudanças climáticas

Com o apoio do GVces, o CBCS- Conselho Brasileiro de Construção Sustentável realizou no dia 2 de março sua primeira oficina do ano. 03/03/2010
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Carolina Mafra


O objetivo do encontro foi discutir as mudanças climáticas, a vulnerabilidade das ocupações em área de risco e estimular iniciativas que priorizem as melhores práticas nas construções evitando tragédias causadas pelas ocupações irregulares, excesso de chuvas e deslizamentos no Brasil.

Coordenado pelo ambientalista e conselheiro do CBCS Fabio Feldmann, o seminário foi realizado no auditório da FGV em São Paulo e teve participação do especialista em clima do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Carlos Nobre e do geólogo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Marcelo Fischer.

De acordo com Nobre, as mudanças climáticas em São Paulo já são de grandes proporções. “A temperatura média na capital subiu em média 2,5º C nos últimos 50 anos e o volume de chuva está cada vez maior”, alertou. “São Paulo terá que conviver, talvez para sempre, com piscinões.” Nobre também sugeriu que é preciso uma adaptação às mudanças climáticas e citou a Holanda como exemplo: “Eles têm um Plano B, para o caso de o mar subir muito. Pensam em uma cidade flutuante.”

Para Marcelo Fischer, geólogo do IPT, as áreas mais criticas foram ocupadas por moradias mais vulneráveis. O pesquisador sugeriu que para evitar esse tipo de ocupação é necessário um planejamento: “É preciso um mapeamento dessas áreas de risco, para evitar a ocupação e futuros acidentes.”

Também participaram da oficina o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano Miguel Bucale e o secretário das Subprefeituras Ronaldo Souza Camargo, que citaram as ações promovidas pela prefeitura contra desastres causados pela chuva.