Desafio do FIS 17

17/08/2018
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O desafio do FIS 17 é:

Criar e lançar uma edição da Revista P22ON sobre os possíveis usos de blockchain para certificações socioambientais que facilitem o acesso de pequenos negócios ao mercado.

Este Projeto Referência

Envolve (para levar em conta)

  • Mergulhar no tema de blockchain: o que é, quais possíveis aplicações, como pode contribuir para os desafios sociais e ambientais da atualidade;
  • Discutir implicações éticas, desdobramentos sociais e impactos em sustentabilidade da aplicação do blockchain, principalmente no contexto deste Projeto Referência;
  • Investigar os temas de certificações socioambientais, seus conceitos, desafios e oportunidades, incluindo as discussões sobre Sistemas de Certificação Participativa (SCG);
  • Identificar os principais desafios enfrentados por pequenos negócios para obter certificações socioambientais;
  • Localizar referências de soluções tecnológicas brasileiras e internacionais que utilizam blockchain para questões socioambientais;
  • Observar as estruturas de edições anteriores de P22_ON e trabalhar em conjunto com a equipe da Revista Página22.

Demanda (para realizar e entregar)

  • Produzir uma edição da Revista Página 22ON:
    • Realizar reunião de pauta com a equipe da Revista;
    • Entrevistar atores relevantes que trabalhem com os temas de blockchain e certificações socioambientais;
    • Produzir todo o conteúdo da Revista, em português e inglês.
  • Mais ainda, a edição deverá:
    • Ir além da mera reprodução de informações, utilizando recursos multimídia;
    • Dialogar com os pilares da transdisciplinaridade;
    • Identificar e dar voz aos diversos atores envolvidos na questão.
  • Organizar o evento de lançamento da edição. O evento será dia 21/11 (quarta-feira), às 17h.

Contexto

O aumento da preocupação dos consumidores com aspectos socioambientais fez com que as certificações de origem de produtos e processos produtivos tenham crescido no decorrer dos últimos anos. A tendência é puxada por multinacionais, que aumentam as exigências sobre a origem da matéria prima, as condições de trabalho ao longo da cadeia, o uso de energia, água, produtos tóxicos durante o processo produtivo, o descarte final, etc.

Se a evolução no uso de certificações pode ser vista como um passo importante na busca por processos produtivos mais sustentáveis, sua contradição é o potencial de marginalização dos pequenos negócios. As várias exigências das certificadoras e dos órgãos regulamentadores, os processos de auditorias e o alto custo das certificações são alguns dos aspectos que podem vir a impedi-los de atender os requisitos exigidos por grandes cadeias e pelo consumidor final. Para que tudo isso? Confiança, rastreabilidade, certezas... palavras não bastam. É preciso evidências, documentos, terceira parte.

Cresce o mercado das certificações, cresce também movimentos que vêm das bordas para encontrar caminhos de inclusão dos pequenos. É o caso, por exemplo, dos Sistemas de Certificação Participativa (ou Participatory Guarantee Systems), utilizado na agricultura familiar orgânica em muitas regiões no Brasil e no mundo. Um tipo de movimento que hackeia o sistema. Ou tenta, mesmo sem saber.

O blockchain também surge com essa ideologia hacker: eliminar intermediários, descentralizar, baratear custos, trazer confiança, rastreabilidade, liberdade. Vimos esse movimento começar aplicado a criptomoedas, principalmente. Mas como seria o uso dessa tecnologia para questões socioambientais como certificações?

O FIS 17 quer contribuir com parte do que está posto como desafio para a nossa sociedade. Bem vind@s!