Emissões financiadas são principal gargalo nas estratégias bancárias no combate às mudanças climáticas

26/10/2011
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Estudo da FGV analisa financiamentos de bancos privados no Brasil na gestão da mudança do clima

 
São Paulo, 26 de outubro de 2011 – Iniciativas de combate às mudanças climáticas são oportunidade estratégica para as operações dos bancos privados, é o que aponta o estudo Financiamentos Privados e Mudança do Clima: Análise das Estratégias e Práticas de Bancos Privados no Brasil na Gestão do Mudança de Clima, do Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP), com o apoio da Embaixada Britânica e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA Brasil). 
 
O estudo, que faz uma avaliação comparada das práticas dos principais bancos privados no Brasil relativas à redução dos impactos climáticos de suas operações e ao fomento à economia de baixo carbono, identificou que a mudança do clima é tema prioritário nas instituições pesquisadas.
 
A pesquisa levou em consideração as estratégias e práticas em gestão de mudanças climáticas das principais instituições financeiras privadas no país, entre eles, Bradesco, HSBC, Itaú Unibanco e Santander. Esta análise complementa a anterior, Financiamentos Públicos e Mudança do Clima – Análise das Estratégias e Práticas de Bancos Públicos e Fundos Constitucionais Brasileiros na Gestão da Mudança do Clima, publicada em 2010. 
 
Os dois estudos fornecem um panorama geral das estratégias e práticas adotadas pelo setor financeiro brasileiro com relação à questão climática. A estimativa é a de que os resultados apresentados possam contribuir com o avanço das estratégias das instituições, bem como a formulação de políticas públicas, voltadas à mitigação e adaptação das mudanças do clima. Juntos, os estudos avaliam 80% da capacidade do sistema financeiro nacional de operações de crédito. 
 
O compromisso formalizado com a questão climática e o envolvimento de áreas estratégicas foi o principal avanço destacado nas quatro instituições pesquisadas, sendo a mensuração e o monitoramento de ‘emissões financiadas’ o principal gargalo em todas elas. Ainda não há, no Brasil, uma metodologia para cálculo de inventário de emissões financiadas comum ao setor financeiro, o que coloca o desenvolvimento conjunto de uma metodologia de mensuração como uma das principais recomendações ao setor.
 
“Os bancos precisam entender e quantificar o risco das mudanças climáticas para uma instituição financeira”, afirma Paula Peirão, pesquisadora do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV-EAESP. “Nesse contexto, destacamos a criação de centros de pesquisa aplicada com foco nos riscos das mudanças climáticas para o setor financeiro e o aprimoramento dos sistemas de informação relativos ao tema como duas possíveis soluções”. 
 
Realizar o monitoramento e rastreamento de efetividade dos produtos e serviços específicos, desenvolver produtos para a adaptação às mudanças climáticas e iniciar movimento em outras áreas de negócio que ainda não contemplam a temática são outras recomendações do estudo. Foram avaliadas as estratégias institucionais, o mapeamento dos riscos das mudanças climáticas na área de crédito, os produtos e serviços e outras áreas de negócio, além de terem sido reunidas referências internacionais sobre os quatro aspectos.
 
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Sobre o GVces
O Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) é um espaço aberto de estudo, aprendizado, reflexão, inovação e de produção de conhecimento, composto por pessoas de formação multidisciplinar, engajadas e comprometidas, e com genuína vontade de transformar a sociedade. Sua missão é expandir continuamente as fronteiras do conhecimento contribuindo para um desenvolvimento sustentável, no âmbito da administração pública e empresarial. O GVces trabalha no desenvolvimento de estratégias, políticas e ferramentas de gestão públicas e empresariais para a sustentabilidade, no âmbito local, nacional e internacional. Seus programas são orientados por quatro linhas de atuação: (i) formação; (ii) pesquisa e produção de conhecimento; (iii) articulação e intercâmbio; e (iv) mobilização e comunicação. 
 
Sobre a FGV-EAESP
Criada em 1954, a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) foi a primeira escola de administração fundada na América Latina e mantém uma longa tradição na formação de líderes na área empresarial, governamental e acadêmica. Conhecida como um dos centros acadêmicos de maior prestígio nas áreas de Negócios e Administração Pública, a Escola se caracteriza pelo constante desenvolvimento de pesquisas e estudos pioneiros e pela vanguarda do conhecimento aplicado, divulgados em publicações e projetos realizados em seus diversos Centros de Pesquisas. Nos últimos anos, vários programas de seu portfólio de cursos foram listados em diversos rankings nacionais e internacionais. A FGV-EAESP se destaca como a Melhor Escola de Negócios no Brasil, com nota máxima na avaliação do MEC e como a 1ª instituição da América Latina e uma das poucas no mundo a obter a tríplice acreditação internacional de qualidade de ensino, que inclui o reconhecimento das seguintes agências: AACSB, EFMD e AMBA.
 
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