Encontros das Iniciativas Empresariais exploram os conceitos de resiliência, vulnerabilidades e governança

Realizados em 23 e 30 de abril, os encontros fazem parte do momento do ciclo de reunir e acessar perspectivas diversas sobre questões do Antropoceno 06/05/2020
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O 3º e 4º encontros, que aconteceram em 23 e 30 de abril respectivamente, introduziram e exploraram os conceitos de resiliência, vulnerabilidades e de governança, buscando melhorar a compreensão dessas palavras que vêm sendo utilizadas em diferentes fontes e meios com significados variados. 

O grupo de empresas-membro das Iniciativas Empresariais do FGVces continua seu percurso de ‘descida do U’ momento de reunir e acessar perspectivas diversas sobre questões do Antropoceno, do contexto da pandemia e dos vetores de transformação relacionados à mudanças do clima, desigualdades sociais e acesso à matéria-prima e cadeias de valor.

A perspectiva da resiliência conectada no longo prazo às agendas da sustentabilidade e, portanto, à complexidade e ao aumento da capacidade adaptativa, foi trazida a partir do conceito de ‘resiliência evolucionária’ ou ‘resiliência transformadora’, que prevê a persistência e a adaptação do sistema à determinada mudança ou estressor. Bem como o acontecimento de transformações fundamentais para que aquele sistema continue existindo em uma versão ainda melhor - é preciso dar espaço e abertura para transformações significativas acontecerem; não se trata de buscar apenas resistência e estabilidade. 

À luz destes conceitos, em três grupos diferentes, foram realizadas conversas paralelas sobre as agendas de mitigação e adaptação às mudanças do clima, ressaltando a importância das organizações serem flexíveis e adaptáveis com base em processos contínuos de aprendizagem organizacional; sobre estratégias de inclusão e práticas de diversidade nas empresas e os dilemas do ambiente corporativo, que podem abrir caminhos para fomentar a resiliência dos sistemas organizacionais; e, por fim, sobre ações emergenciais, de médio e de longo prazo junto às cadeias de valor, que passam por ações de caráter imediato, considerando as vulnerabilidades presentes no sistema, indo até o ‘re-desenho’ das cadeias com foco em redução das dependências, aumento da autonomia das partes e, portanto, melhora da resiliência.


Entendido como um fator central de qualquer transformação inter-setorial, institucional, multi-atores, o tema da governança foi abordado com o intuito de trazer um olhar crítico e, ao mesmo tempo, inspiracional sobre arranjos institucionais, características, princípios e práticas de uma ‘boa governança’. Que tenham maior potencial de influenciar as capacidades de preparação e resposta das organizações, cadeias de valor e territórios a eventos estressores e crises, portanto, fortalecer as capacidades adaptativas. Para isso, o grupo contou com a presença e contribuições de Regina Magalhães da Schneider Electric, Wilian Lourenço do Instituto Votorantim e Sérgio Andrade da Agenda Pública.

Do encontro inaugural, ainda em formato presencial em fevereiro deste ano, até agora, foram 5 encontros realizados, todos com o objetivo de aprofundar a reflexão sobre a atuação empresarial em contextos complexos, urgentes e emergentes para que, mais adiante, possam ser co-criadas contribuições públicas e propositivas para desafios identificados e escolhidos pelo grupo de participantes.

Seguimos neste grupo de empresas diferentes, com desafios variados, diante de um contexto novo, oportuno e desafiador, buscando reunir aprendizados, informações baseadas em ciência, percepções pessoais e reflexões sobre as práticas empresariais para, quem sabe, facilitarmos as transformações necessárias para o momento em que vivemos.