FGV e Página22 divulgam 2ª edição do Guia de Inovação para Sustentabilidade em MPE

Foram selecionadas 11 MPEs brasileiras que se destacam no ineditismo, preocupação com a escala e replicação do negócio, tendo a sustentabilidade como atributo 07/12/2016
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O Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP) e a Revista Página22 – projeto de jornalismo autônomo do GVces que em 2016 completou 10 anos – divulgam a segunda edição do Guia de Inovação para Sustentabilidade em MPE.

"O Guia deste ano destaca a importância de fortalecer o ecossistema da inovação, ambiente em que diversos atores, como start-ups, grandes empresas, investidores, incubadoras etc, interagem entre si e trabalham em conjunto. A força não está com o maior, e sim no relacionamento entre as diversas partes dessa teia", diz Amália Safatle, fundadora e editora da Página22.

“Para alcançar realmente um sucesso, não basta um negócio ser inovador, ter potencial de escalabilidade e excelentes práticas de gestão, sejam elas econômicas, ambientais, sociais e de governança. É preciso atender às demandas das pessoas e, ao mesmo tempo, produzir contribuições relevantes para aliviar a pressão sobre os sistemas sociais e naturais”, explica Aron Belinky, coordenador do Programa de Desempenho e Transparência do GVces.

Participaram do processo seletivo 83 MPEs, que foram avaliadas por um comitê para identificar, além do ineditismo, a preocupação com a escala e a replicação de seus negócios. Dessas, 11 foram selecionadas: Banco de Tecido, Braerg, Fazenda Quinta da Estância, Faex, Fornari, Heide, Joy Street, Methanum, Pecsa, Sanhaçu e Vert. Confira a história de cada uma delas: 

1 - Banco de Tecido (São Paulo/SP) – trabalha com clientes de pequeno porte e empresas de tecelagem e moda, que buscam destinar adequadamente seus resíduos. O negócio também possibilita reúso dos tecidos e compra em pequena escala, com o objetivo de contribuir para a redução de impactos negativos da cadeia têxtil e reduzir a dependência de tecidos importados de regiões onde prevalece o trabalho análogo à escravidão.

2 - Braerg (Socoroca/SP) – Desenvolve e transfere para o mercado soluções de biotecnologia, farmacologia e fisicoquímica em benefício da população. Um dos setores mais atendidos é o de energia renovável, a partir do desenvolvimento de etanol de terceira geração. 

3 - Faex (São Bernardo do Campo/SP) – Coleta e faz a destinação correta de resíduos sólidos perigosos industriais, permitindo que pequenos geradores de resíduos de adequem à legislação ambiental. Atualmente, no mercado, esses resíduos só são coletados a partir de, no mínimo, 5 toneladas.

4 - Fazenda Quinta da Estância (Viamão/RS) – Projeto turístico-pedagógico em fazenda próxima a Porto Alegre. Une o conhecimento teórico da sala de aula e as dinâmicas práticas em um ambiente de natureza preservada. Contribui para a formação de alunos com uma visão integral da sustentabilidade. Foi o primeiro empreendimento turístico do Brasil a se tornar signatário do Pacto Global da ONU.

5 - Fornari (Concórdia/SC) – Desenvolve equipamentos de higienização que substituem métodos químicos como o formol, que pode ocasionar danos à saúde dos trabalhadores das avícolas, mortalidade das aves e riscos à saúde do consumidor. Também desenvolve máquinas para o tratamento do lodo da pecuária. Entre os clientes: BRF, JBS e Aurora.

6 - Heide (Pinhais/PR) – Desenvolve e fabrica extrato vegetais para indústrias do setor de cosméticos e alimentício. Os produtos são elaborados com insumos renováveis, sem a presença de solventes derivados do petróleo. Adquire produtos diretamente dos produtores, contribuindo para a maior valorização do agricultor.

7 - Joy Street (Recife/PE) – Cria plataformas de games e ludicidade para transformar o ensino e a aprendizagem em algo mais engajador e desafiador. O objetivo é diminuir as altas taxas de evasão melhorando a performance acadêmica dos alunos. Entre os clientes: governo de Pernambuco, prefeitura de Aracaju, Telefônica, Natura, Editora Saraiva e Instituto Ayrton Senna.

8 - Methanum (Belo Horizonte/MG) – Projeta e desenvolve equipamentos e sistemas para tratamento de efluentes e resíduos com o aproveitamento do biogás e geração de energia elétrica. Suas tecnologias permitem melhorar as condições sanitárias de aterros. 

9 - Pecsa – Pecuária Sustentável da Amazônia (Alta Floresta/MT) – Parcerias com produtores rurais na Amazônia que buscam recuperar suas áreas degradadas visando também uma melhor gestão por meio de práticas de menor impacto e maior produtividade. O objetivo é aumentar a criação de gado sem derrubar mais páreas de florestas, por meio de recuperação e manejo de pastagens. 

10 - Sanhaçu (Chã Grande/PE) – Produz cachaça artesanal orgânica certificada. Os resíduos agroindustriais são 100% aproveitados. O bagaço alimenta a caldeira e o vinhoto se junta ao esterco para a produção de adubo. A empresa também trabalha a educação ambiental.

11 - Vert (DF/RJ/SP) – Fabrica tênis com a utilização de matéria-prima natural, borracha da Amazônia, para as solas do tênis. Atuando dentro das regras do comércio justo, consegue remunerar os produtores e trabalhadores com valores acima do mercado incentivando a conservação da floresta. 

Saiba mais: http://pagina22.com.br/105/

 

Informações para a imprensa:

Insight Engenharia de Comunicação e Marketing

Luana Magalhães - luana.magalhaes@insightnet.com.br

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Gisele Ribeiro – gisele.ribeiro@insightnet.com.br