FGV promove Evento Anual da Plataforma Empresas pelo Clima (EPC)

16/10/2012
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Centro de Sustentabilidade divulga estudo “Propostas Empresariais de Políticas Públicas Para Uma Economia de Baixo Carbono no Brasil: Florestas”
 

O Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (GVces) promove no dia 25 de outubro o Evento Anual da Plataforma Empresas Pelo Clima (EPC), uma das principais iniciativas existentes no país para o incentivo da cultura de baixo carbono no meio empresarial. O evento deste ano, que acontecerá no Teatro Vivo (Av. Dr. Chucri Zaidan, 860), das 14h às 19h, promoverá a apresentação das realizaçõesda Plataforma em 2012 e o lançamento da agenda do ciclo 2013. Neste mesmo dia, será divulgado o estudo “Propostas Empresariais de Políticas Públicas Para Uma Economia de Baixo Carbono no Brasil: Florestas”.

O EPC é uma plataforma empresarial permanente, cujo objetivo é mobilizar, sensibilizar e articular lideranças empresariais para a gestão e redução das emissões de gases de efeito estufa (GEEs), para a gestão de riscos climáticos e para a proposição de políticas públicas e de incentivos positivos no contexto das mudanças climáticas. Lançado em 2009 por meio de uma parceria com The Prince of Wales Corporate Leaders Group on Climate Change (CLG), o projeto já nasceu com o apoio de 27 empresas. Hoje, a iniciativa já conta com a adesão de 36 corporações, entre elas, Itaú Unibanco, Vale, Petrobras, Votorantim, Telefônica | Vivo e Grupo Suzano. Estas empresas articulam-se não apenas para a discussão e implementação de ações relacionadas à gestão e à redução de emissões de GEEs, mas também para posicionarem-se como organização e como setor para a difusão dos assuntos relacionados a clima, para influenciar políticas públicas por meio de propostas positivas e para a co-construção de soluções inovadoras frente aos desafios que se colocam em relação à transição para uma economia de baixo carbono no Brasil.

“O caminho a ser traçado para a viabilização de uma economia de baixo carbono passa pela internalização nas organizações de um novo olhar e pelo compartilhamento de esforços entre setor público e iniciativa privada”, afirma o coordenador do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV, Mario Monzoni. “A inclusão do baixo carbono na agenda positiva do governo e no dia a dia decisório das organizações empresarias é imprescindível para que sua incrustação seja de profundidade equiparável à sua importância”, reforça.

A partir das atividades do EPC, o empresariado brasileiro avalia seus riscos e oportunidades, além de discutir coletivamente soluções práticas e contribuições ao marco legal do país de políticas de baixo carbono. Com este esforço, a iniciativa busca fortalecer a competitividade da indústria nacional em um novo contexto econômico global, garantir maior acesso dos produtos brasileiros aos mercados internacionais e construir um mercado interno propício ao desenvolvimento tecnológico, à inovação e a práticas empresariais com menor potencial emissor de GEE, bem como promover a segurança energética brasileira.

O evento deste ano terá como cerne um debate sobre “Competitividade e Mudanças Climáticas”. O tema será trazido à arena pelo Prof. Dr. Carlos Eduardo Frickmann Young (Universidade Federal do Rio de Janeiro), em uma palestra introdutória abordando a incorporação da agenda de clima na estratégia do negócio, riscos e oportunidades relativos às mudanças climáticas para a competitividade da indústria nacional e principais gargalos para a fabricação de produtos competitivos com baixa pegada de carbono no Brasil. Esse será o pano de fundo para o debate, com a participação do Secretário Carlos Klink (Ministério do Meio Ambiente) e o Sr. Britaldo Soares (AES Brasil), além do Prof. Carlos Eduardo Young, a respeito da competitividade no contexto das mudanças do clima, principalmente no tocante ao incremento na representatividade de energias renováveis na matriz energética brasileira; ao papel da inovação tecnológica para o desenvolvimento de soluções em clima, redução da pegada de carbono dos produtos e serviços e ganho de competitividade pela indústria brasileira; e às oportunidades e demandas em relação a uma política fiscal de incentivo a uma economia de baixo carbono.

 
Agenda completa no convite eletrônico e link para confirmação de presença:
 
 
Sobre o GVces
Criado em 2003, o Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP)  atua na formulação e acompanhamento de políticas públicas, na construção de instrumentos de auto-regulação e no desenvolvimento de estratégias e ferramentas de gestão empresarial para a sustentabilidade, no âmbito local, regional, nacional e internacional. Essa atuação acontece por meio de atividades: (i) de educação formal e informal; (ii) de pesquisa aplicada e publicações; (iii) de promoção do debate, mobilização e sensibilização da sociedade para o tema; (iv) de comunicação; (v) e de intercâmbio de experiências e informações, que disseminem conceitos e práticas de sustentabilidade em todas as suas dimensões.  
 
Sobre a FGV-EAESP
Criada em 1954, a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) foi a primeira escola de administração fundada na América Latina e mantém uma longa tradição na formação de líderes na área empresarial, governamental e acadêmica. Conhecida como um dos centros acadêmicos de maior prestígio nas áreas de Negócios e Administração Pública, a Escola se caracteriza pelo constante desenvolvimento de pesquisas e estudos pioneiros e pela vanguarda do conhecimento aplicado, divulgados em publicações e projetos realizados em seus diversos Centros de Pesquisas. Nos últimos anos, vários programas de seu portfólio de cursos foram listados em diversos rankings nacionais e internacionais. A FGV-EAESP se destaca como a Melhor Escola de Negócios no Brasil, com nota máxima na avaliação do MEC e como a 1ª instituição da América Latina e uma das poucas no mundo a obter a tríplice acreditação internacional de qualidade de ensino, que inclui o reconhecimento das seguintes agências: AACSB, EFMD e AMBA.