GT do Bota na Mesa sobre Relações de Consumo: conhecendo o grupo e ampliando entendimento sobre o cenário

06/04/2018
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No dia 8 de março, reuniram-se pela primeira vez os representantes que fazem parte do Grupo de Trabalho em Relações de Consumo, do projeto Bota na Mesa. O objetivo do encontro era conhecerem-se uns aos outros, obterem um alinhamento comum sobre o tema e a forma de trabalho e já começar a abordar alguns aspectos da cadeia que, uma vez transformados, poderiam promover uma maior inclusão da agricultura familiar.

Esse levantamento inicial e o entendimento do grupo já são elementos que começam a dar base para o processo de construção das diretrizes públicas e empresariais

A manhã começou com o grupo preparando em conjunto uma salada de frutas. Compradas na manhã do encontro pela equipe do projeto em uma feira de rua próxima à FGV, as frutas da estação (goiaba, uva, manga, banana, laranja...) foram picadas e misturadas pelos participantes, que a comeram em seguida enquanto se apresentavam uns aos outros. Foi uma dinâmica muito divertida, que proporcionou entrosamento do grupo e também uma sensibilização para o tema sobre o qual falaríamos em seguida.

Foi feita uma apresentação pela equipe do projeto Bota na Mesa, após a dinâmica, que trazia uma reflexão sobre possíveis elementos que podem ter contribuído para que a cadeia de abastecimento de grandes centros urbanos se tornasse tão complexa, cujo desafio principal é produzir alimentos em quantidade e qualidade suficiente para uma população crescente e cada vez mais urbanizada. Foram mencionados diversos aspectos, desde o surgimento das cidades até a Revolução Verde, cujos efeitos sobre a agricultura – que ganhou cada vez mais um aspecto industrial – e sobre as dietas das pessoas já demonstram sinais de desgaste: mudanças climáticas, problemas de saúde, escassez de recursos naturais, entre outros.

Ator importante dessa cadeia é o agricultor familiar, responsável por produzir boa parte do alimento consumido e muitas vezes pouco valorizado pelos diversos elos da cadeia. Como as relações de consumo hoje afetam seu trabalho, sua geração de renda, acesso a mercado, qualidade de vida etc.? E como o grupo gostaria que essas relações se dessem, de maneira a promover uma cadeia mais inclusiva?

A última pergunta guiou a dinâmica do grupo, que, em duplas, criou notícias que gostaria de ver em um jornal hipotético em 2025 e que trouxessem boas novas a respeito da inclusão da agricultura familiar.

Veio muita coisa interessante, como uma mudança nos hábitos alimentares e consequente melhora na saúde da população, a conquista de novos mercados para a agricultura familiar, o aumento de sua renda, entre outros.

Temos ainda dois encontros específicos para esse grupo de trabalho, que tem por objetivo a construção de diretrizes públicas e empresariais para a inclusão da agricultura familiar. O conteúdo que apareceu na dinâmica do jornal dá indícios de por onde os próximos esforços devem seguir e a partir disso a equipe do Bota na Mesa vai aprofundar o entendimento sobre algumas temáticas, consultar atores relevantes e levar uma proposta de continuidade para o grupo em seu próximo encontro.

Quem estava presente?
  • Cooperativas de agricultores familiares de São Paulo (AAZL e Cooperapas) e Ibiúna (Coafi)
  • Wal Mart
  • St Marché
  • Coop
  • Startups como Sumá e Go! Horti
  • Instituto Akatu
  • Technoserve
  • Fundação Cargill
  • Coordenadoria de Assistência Técnica Integral de São Paulo – SAA/SP
  • Secretaria de Urbanismo e Licenciamento de São Paulo
  • Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação (NEPA) e Instituto de Economia (IE) – Unicamp
  • Esalq/USP