GVces lança 4º ciclo operacional da Simulação de Sistema de Comércio de Emissões

25/04/2017
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O Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP) lançou no dia 12 de abril o 4º ciclo operacional da Simulação de Sistema de Comércio de Emissões, com a participação de 35 grandes empresas. 

A simulação tem como objetivo gerar conhecimento junto ao setor empresarial sobre a operação e a participação em um sistema de comércio de emissões (SCE), um dos principais instrumentos de precificação de carbono, já implementado em diversos países e jurisdições. No Brasil, o Ministério da Fazenda estuda, em parceria com Banco Mundial, a possível adoção de instrumentos econômicos para precificar o carbono.

Participam desta iniciativa empresas como Petrobrás, Vale, Braskem, CSN, Fibria e outras companhias de grande porte. Considerando os dados mais recentes de emissões no Brasil, as 35 empresas participantes em 2017 são responsáveis por aproximadamente 10% das emissões nacionais (excluindo as emissões de mudança de uso do solo), considerando a média de emissão destas empresas nos anos de 2013, 2014 e 2015. Os dados de emissão da Simulação são reais e oriundos do Programa Brasileiro GHG Protocol. 

Em um sistema de comércio de emissões, um limite de emissões é estabelecido (cap) e revertido em permissões que podem ser distribuídas e/ou vendidas para as empresas reguladas, as quais podem negociar entre si. No ciclo 2017 da Simulação, o limite de emissões estipulado para o grupo de empresas participantes, cap global, é cerca de 124 milhões de tCO2e. Assim, é esperada uma redução de 10% da média de emissões das empresas participantes.

Todas as transações ocorrem na plataforma de negociação do Instituto BVRio - Bolsa de Valores Ambientais e são efetuadas com recurso financeiro fictício, EPCents (Ec$), com paridade ao real (Ec$1,00 = R$ 1,00).

As regras e parâmetros da iniciativa foram construídos em 2013, junto com as empresas participantes, tendo como base os sistemas de comércio de emissões em operação, como por exemplo, o da Califórnia e da União Europeia. Em 2017, a Simulação contará com grupos de trabalho setoriais para debate sobre os desafios e potencialidades dos setores em contexto de sistemas de comércio de emissões.