Mercado de carbono: relatório mostra desempenho das 23 empresas brasileiras que aderiram à simulação de sistema de comércio de emissões da EPC

Em seis meses de operação, o volume de títulos negociados é 150% maior do que no mesmo período do ciclo anterior 05/11/2015
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A Plataforma Empresas pelo Clima (EPC) divulga o Relatório Analítico Semestral com análises da performance do mercado e as estratégias adotadas no primeiro semestre deste ano pelas 23 empresas que participam do Sistema de Comércio de Emissões da EPC (SCE EPC) – uma simulação de comércio de emissões de gases do efeito estufa (GEE) do tipo “cap-and-trade” que estipula um limite de emissões para um grupo de empresas, sendo este limite convertido no volume de títulos que são inseridos no mercado para negociação.

 

 

Entenda o que é comércio de GEE “cap-and-trade” 

 

A EPC é uma plataforma empresarial permanente e pioneira no Brasil de responsabilidade do Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP). Tem como objetivo mobilizar, sensibilizar e articular lideranças empresariais para a gestão e redução das emissões de GEE, a gestão de riscos climáticos, propostas de políticas públicas e incentivos positivos no contexto das mudanças climáticas.

 

Já o SCE EPC é uma iniciativa criada em 2013, pioneira na América Latina – não há nenhum outro sistema de comércio de emissões entre os países latinos. Todos dos dados de emissão utilizados na simulação são reais e estão acessíveis no Registro Público de Emissões. Os títulos e recursos financeiros (fictícios) são transacionados na plataforma online BVTrade, oferecida pela Bolsa de Valores Ambientais do Rio de Janeiro (BVTrade), parceira nesta empreitada.

 

O relatório lançado traz os resultados do primeiro semestre (março a agosto) de 2015, em que 23 empresas brasileiras participaram da iniciativa buscando atender a duas metas: a conciliação de suas emissões reais de 2015 com títulos disponíveis no mercado e a otimização de seus resultados financeiros, ou seja, o menor custo possível de conciliação.  As empresas participantes pertencem a diversas áreas de atuação, que cobrem a produção florestal, papel e celulose; serviços; eletricidade; logística; indústria de transformação; construção civil; extrativismo. São elas: AES Brasil, Andrade Gutierrez, Anglo American, Banco do Brasil, Bateria Moura, Braskem, Camargo Corrêa, Citibank, Copel, CSN, Duratex, Ecofrotas, Eletrobrás Furnas, Grupo Boticário, InterCement, Itaú Unibanco, Klabin, Oi, Suzano Papel e Celulose, Telefônica/Vivo, Vale, Whirlpool e Wilson Sons.

 

CONCLUSÕES

 

Entre os principais resultados dos primeiros seis meses de operação do SCE EPC 2015, destaca-se o volume de títulos negociados, 150% maior do que foi negociado no mesmo período do ciclo anterior, e demanda em média 50% maior que a oferta nos leilões de permissão de emissão realizados no período. O que demonstra que as empresas estão mais dispostas a operar e a aprender sobre o funcionamento de um sistema de comércio de emissões.

 

Neste contexto, 40% das empresas participantes possuíam no primeiro semestre deste segundo ciclo operacional mais de 70% do volume de títulos necessários para conciliar suas emissões de Escopo 01, tomando por base suas emissões em 2014. Fato este que aponta para um amadurecimento da estratégia das empresas frente ao SCE EPC, uma vez que se aproximando da conciliação já no início no ciclo, demonstram esforços por adquirir títulos a baixo custo, prevenindo-se frente à tendência de aumento de preço, e algumas até apresentam o potencial de vender parte de seus títulos a preços mais altos, obtendo ganhos financeiros.

 

Além disso, o relatório apresenta um estudo sobre o “cap” relativo, que é uma outra forma de estabelecer um limite de GEE para o grupo de empresas que compõem a abrangência de um sistema de comércio de emissões do tipo “cap-and-trade”. No SCE EPC foi adotado o “cap” absoluto – nesse capítulo do relatório são apresentados elementos para o debate a respeito das diferenças, dificuldades, vantagens e desvantagens dos dois tipos de “cap”.

 

Veja aqui a versão completa do relatório: http://www.empresaspeloclima.com.br/simulacao-de-sistema-de-comercio-de-emissoes-sce-epc-relatorio-analitico-marco-a-agosto-de-2015/?locale=pt-br

Veja aqui a versão resumida do Relatório: http://www.empresaspeloclima.com.br/simulacao-de-sistema-de-comercio-de-emissoes-sce-epc-relatorio-analitico-sintetico-marco-a-agosto-de-2015/?locale=pt-br

 

 

MERCADO DE CARBONO e SISTEMA “CAP-AND-TRADE”

 

O GVces disponibilizou no Youtube o vídeo “Mercado de Carbono: O que é, e um Exemplo Brasileiro”, que explica como e por que é feita a precificação do carbono e como funciona um sistema de comércio de GEE do tipo “cap-and-trade”, um instrumento de precificação.

 

Atualmente, o sistema está presente em diversos países e jurisdições, como na União Europeia, Califórnia, China. São 17 sistemas em operação no mundo, nenhum deles na América Latina. A primeira iniciativa do gênero é a simulação da EPC, que reúne 23 empresas brasileiras de setores variados e que pode servir para orientar futuras políticas públicas no Brasil e região.

 

 

 

Link para o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Q8gGQXAwIHo

 

 

Sobre o GVces

Fundado em 2003, o Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) é um espaço aberto de estudo, aprendizado, reflexão, inovação e de produção de conhecimento, composto por pessoas de formação multidisciplinar, engajadas e comprometidas, e com genuína vontade de transformar a sociedade. O Centro atua na formulação e acompanhamento de políticas públicas, na construção de instrumentos de autorregulação e no desenvolvimento de estratégias e ferramentas de gestão empresarial para a sustentabilidade, nos âmbitos local, regional, nacional e internacional. Sua missão consiste em expandir de forma colaborativa as fronteiras do conhecimento, contribuindo para um desenvolvimento sustentável nos setores público e privado.

 

Sobre a FGV-EAESP

Criada em 1954, a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) foi a primeira escola de administração fundada na América Latina e mantém uma longa tradição na formação de líderes nas áreas empresarial, governamental e acadêmica. Conhecida como um dos centros acadêmicos de maior prestígio nas disciplinas de Negócios e Administração Pública, a Escola se caracteriza pelo constante desenvolvimento de pesquisas e estudos pioneiros e pela vanguarda do conhecimento aplicado, divulgados em publicações e projetos realizados em seus diversos Centros de Pesquisas. Nos últimos anos, vários programas de seu portfólio de cursos foram listados em diversos rankings nacionais e internacionais. A FGV-EAESP se destaca como a Melhor Escola de Negócios no Brasil, com nota máxima na avaliação do MEC e como a primeira instituição da América Latina e uma das poucas no mundo a obter a tríplice acreditação internacional de qualidade de ensino, que inclui o reconhecimento das seguintes agências: AACSB, EFMD e AMBA.

Veja mais em: http://www.fgv.br/ces

 

Informações para a imprensa:

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Claudia Izumi – claudia.izumi@insightnet.com.br

Luana Magalhães – luana.magalhaes@insightnet.com.br