O “como fazer” em pauta: novo grupo de trabalho do Bota na Mesa se dedica à implementação das diretrizes

22/07/2019
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Desde seu início, em 2015, o Bota na Mesa se dedica a compreender a fundo a realidade da agricultura familiar e seus desafios para acessar mercados, com o objetivo de promover a sua inclusão na cadeia de alimentos. Durante essa trajetória, que contou com uma diversidade de parceiros, foi possível engajar uma rede de atores na construção de diretrizes para promover as transformações necessárias na cadeia de alimentos, tornando-a mais justa e inclusiva.

Ao final de 2018, como resultado dessa jornada, foi lançado, portanto, um conjunto de diretrizes para a inclusão da agricultura familiar, com foco em três temas considerados prioritários para atuação: (i) relações de consumo, (ii) infraestrutura e tecnologia; e (iii) juventude na agricultura (saiba mais aqui). Essas diretrizes foram construídas com intuito de orientar a atuação de dois grandes públicos:

  • governos, na formulação e implementação de políticas públicas; e
  • empresas, especialmente as redes varejistas e a indústria de alimentos, no relacionamento com fornecedores da agricultura familiar. 

Buscando promover a implementação dessas diretrizes, em 2019 inauguramos um grupo de trabalho que se dedica especificamente a esse desafio, buscando conectá-las à realidade dos atores que deverão aplicá-las.

Em sua primeira reunião, em São Paulo, o objetivo foi engajar os representantes de empresas e governos e alinhar o escopo que será trabalhado até o final de 2019. Estão previstos dois produtos: 

  • para as empresas, um protocolo de implementação das diretrizes, inspirado no acúmulo do FGVces com o tema de gestão de fornecedores; e
  • para os governos, um documento referência com propostas de melhorias em políticas públicas já existentes.


A fim de aprofundar na realidade desses dois públicos, o encontro também promoveu uma discussão sobre os desafios específicos enfrentados no dia-a-dia no relacionamento com agricultores familiares. Do lado das empresas, foram mencionadas questões contratuais, políticas internas, desafios logísticos e também financeiros. “Atualmente, ter margem nas compras significa reduzir preços” – comenta uma das participantes. Já em relação aos gestores públicos que estiveram presentes, foram destaque a dificuldade para dar escala ao serviço de assistência técnica e extensão rural aos produtores, a “dependência” da vontade política nos municípios e a falta de diálogo entre as instâncias governamentais, especialmente entre órgãos fiscalizadores, secretarias e prefeituras. 

No mês de agosto, o FGVces irá dar continuidade a esta agenda, realizando reuniões específicas, uma com empresas e outra com governos, para dar início à construção dos produtos previstos no âmbito deste grupo de trabalho. Paralelamente, daremos sequência à construção das diretrizes relacionadas aos temas de Mudança do Clima e Transição Agroecológica

  

Organizações presentes neste encontro: 

Louis Dreyfus Company, Makro atacadista, Grupo Pão de Açúcar, Sebrae-SP, Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de São Paulo, Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, St. Marché