Plano de Desenvolvimento Local para a região do AHE Jirau

Em dezembro de 2008, a ESBR, vencedora do leilão de concessão do Aproveitamento Hidrelétrico (AHE) Jirau, no Rio Madeira (RO), procurou a FGV na busca de um estudo de vocações para um modelo de desenvolvimento local para a região de delicada estrutura socioambiental e de relevante biodiversidade. A intenção era deixar um “legado” para a região, por meio da implantação de um Polo de Desenvolvimento em Nova Mutum Paraná. 30/12/2009
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Em dezembro de 2008, a empresa Energia Sustentável do Brasil (ESBR), vencedora do leilão de concessão do Aproveitamento Hidrelétrico (AHE) Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, procurou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na busca de um estudo de vocações para um modelo de desenvolvimento local para a região de delicada estrutura socioambiental e de relevante biodiversidade.

À época, a ESBR expressou sua intenção de deixar um “legado” para a região, por meio da implantação de um Polo de Desenvolvimento em Nova Mutum Paraná. A localidade planejada pela ESBR abriga parte dos funcionários da obra, parte dos reassentados de áreas a serem alagadas e parte da população atraída pela perspectiva de desenvolvimento econômico para a região.

Para o GVces, o legado a ser deixado pela ESBR poderia trazer benefícios tanto para a empresa, como especialmente para a região, à medida que ensejasse uma nova forma de implementação de grandes empreendimentos, trazendo um tipo de desenvolvimento inovador e coerente com as tendências nacionais e mundiais voltadas à sustentabilidade. Alcançar esse patamar, aproveitando os aportes de recursos financeiros, humanos e de atenção nacional e internacional voltados para o AHE Jirau, significaria estabelecer um exemplo para a iniciativa privada e o setor público no Brasil.

Identificar vocações, levar recomendações

Em 2009, a FGV desenvolveu, durante seis meses, um trabalho de diagnóstico e análise das vocações da região que fundamentaram as recomendações para uma proposta de desenvolvimento local para o AHE Jirau. Germinava aí a semente da proposta e estrutura do legado que a ESBR poderia deixar para a região.

E como conduzir um trabalho com um objetivo tão abrangente e um contexto tão específico? A primeira resposta e a mais importante: promovendo um amplo processo de escuta aos atores locais e regionais. Em paralelo, foram realizadas pesquisas sobre a região e seus habitantes, e avaliações sobre as experiências de Rondônia e do Brasil, tanto na área de planos de desenvolvimento quanto de instalação de hidrelétricas. Foram consultados ainda relatórios, pareceres e artigos sobre o Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira e o AHE Jirau.

Todo esse conjunto de referências constituiu o alicerce para a elaboração das recomendações contidas na Proposta de Plano de Desenvolvimento Local. Leia aqui