Programa Brasileiro GHG Protocol comemora cinco anos de atuação

As 16 organizações integrantes do Programa desde sua criação foram homenageadas durante o evento de divulgação do inventário de emissões de gases de efeito estufa 2013 05/08/2013
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São Paulo, 05 de agosto de 2013 - O Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) comemorou hoje a quinta edição do Evento Anual do Programa Brasileiro GHG Protocol. Durante a cerimônia de apresentação dos inventários de emissões de gases de efeito estufa (GEE), foram homenageadas as 16 organizações-membro que participam do Programa desde sua criação, em 2008 e publicam seus inventários anualmente desde então. São elas: Abril Comunicações, Alcoa Alumínio, Anglo American, Banco do Brasil, CESP, Copel, EDP, Ford, Grupo Boticário, Itaú, Natura, Organização Bradesco, Polícia Federal, Suzano Papel e Celulose, Votorantim Industrial e Whirlpool Latin America.
 
Em 2013, o Programa Brasileiro GHG Protocol contou com a participação voluntária de 106 organizações, representando 48 setores da economia. Trata-se de um aumento de 450% no número de participantes ao longo desses cinco anos. A publicação dos inventários demonstra o protagonismo das organizações na questão ambiental e consequentes oportunidades nesse campo, como a possibilidade de abertura de novos mercados e economia de recursos.
 
Juntas, as organizações públicas e privadas participantes do Programa Brasileiro GHG Protocol somaram mais de 71,6 milhões de toneladas de CO2 equivalente emitidos de suas atividades diretas (emissões de Escopo 1). As emissões de Escopo 2, associadas à compra de energia elétrica e térmica totalizaram 4,8 milhões de tCO2e, enquanto as emissões de Escopo 3 – emissões indiretas de clientes e fornecedores das organizações envolvidas - chegaram a 282,9 milhões de tCO2e. Os resultados apontam um aumento crescente no relato de emissões de Escopo 3, sendo que atualmente 90% das organizações inventariantes relatam pelo menos 1 das 15 categorias deste Escopo ao Programa, que é de relato opcional. Em 2008, apenas 65% das organizações consideraram o Escopo 3 em seus inventários. O aumento progressivo deste índice demonstra a importância que as emissões indiretas, ao longo da cadeia de valor, têm na gestão climática das organizações.
 
Comparando-se ao ano anterior, em 2013, o balanço do Programa também traz o aumento de 4% no número de inventários classificados com o selo Ouro, categoria para inventários completos e verificados por terceira parte. Os resultados de 2013 mostram que os inventários completos – com o relato de todas as emissões de Escopo 1 e 2 – representam 90% dos participantes deste ciclo e os parciais apenas 13% dos inventários publicados neste ano.
 
Ferramenta efetiva de transição para a economia de baixo carbono, o Programa Brasileiro GHG Protocol já capacitou mais de 860 gestores públicos e privados na realização de inventários de GEE. As informações completas relativas a 2012 estão disponíveis no site: http://www.registropublicodeemissoes.com.br/
 
Sobre o GHG Protocol
O Programa Brasileiro GHG Protocol é voluntário e incentiva a contabilização e publicação de inventários de emissões de gases de efeito estufa (GEE). Tem por objetivo estimular esta cultura no Brasil, tornando acessíveis instrumentos e padrões de qualidade internacional. Desenvolvido em 2008 pelo GVces, em parceria com o World Resources Institute (WRI) e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), e com o apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Embaixada Britânica no Brasil, já conquistou avanços significativos. Saiu de 23 corporações participantes no primeiro ciclo, das quais 12 desenvolveram inventários do selo Bronze, nove do selo Prata e apenas duas do selo ouro para 106 inventários (50 Ouro, 47 Prata e 8 Bronze), em 2012.
 
Sobre o GVces
Criado em 2003, o Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) atua na formulação e acompanhamento de políticas públicas, na construção de instrumentos de auto-regulação e no desenvolvimento de estratégias e ferramentas de gestão empresarial para a sustentabilidade, no âmbito local, regional, nacional e internacional. Essa atuação acontece por meio de atividades: (i) de educação formal e informal; (ii) de pesquisa aplicada e publicações; (iii) de promoção do debate, mobilização e sensibilização da sociedade para o tema; (iv) de comunicação; (v) e de intercâmbio de experiências e informações, que disseminem conceitos e práticas de sustentabilidade em todas as suas dimensões.
 
Sobre a FGV-EAESP
Criada em 1954, a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) foi a primeira escola de administração fundada na América Latina e mantém uma longa tradição na formação de líderes na área empresarial, governamental e acadêmica. Conhecida como um dos centros acadêmicos de maior prestígio nas áreas de Negócios e Administração Pública, a Escola se caracteriza pelo constante desenvolvimento de pesquisas e estudos pioneiros e pela vanguarda do conhecimento aplicado, divulgados em publicações e projetos realizados em seus diversos Centros de Pesquisas. Nos últimos anos, vários programas de seu portfólio de cursos foram listados em diversos rankings nacionais e internacionais. A FGV-EAESP se destaca como a Melhor Escola de Negócios no Brasil, com nota máxima na avaliação do MEC e como a 1ª instituição da América Latina e uma das poucas no mundo a obter a tríplice acreditação internacional de qualidade de ensino, que inclui o reconhecimento das seguintes agências: AACSB, EFMD e AMBA.
 
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