Rede Amigos da Amazônia

Tem por missão introduzir critérios de sustentabilidade nas compras públicas e privadas de madeira, eliminando o consumo de madeira ilegal e influenciando o aumento da oferta de matéria-prima de origem legal e certificada, além de estimular a adoção de políticas e práticas, públicas e privadas, condizentes com a conservação florestal. 30/12/2011
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A Rede Amigos da Amazônia era uma iniciativa do Centro de Estudos em Sustentabilidade e do Centro de Estudos em Administração Pública e Governo da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV–EAESP).

O lançamento da RAA aconteceu em 2/12, no Salão Nobre da Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, e foi marcado pela presença do Secretário de Meio Ambiente do Município de São Paulo, Eduardo Jorge, representando o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para assinar a renovação de seu compromisso com o Programa Cidade Amiga da Amazônia, que foi idealizado pelo Greenpeace Brasil há cinco anos e passa a fazer parte da Rede Amigos da Amazônia, sob a coordenação da FGV. Os prefeitos de Porto Alegre, José Fogaça, e José Stédite, de Cachoeirinha, vieram do Rio Grande do Sul especialmente para reafirmarem seu compromisso com o Cidade Amiga.

Histórico da Rede

A semente que deu origem à RAA foi plantada há cinco anos, pelo Greenpeace Brasil, com a criação do Programa Cidade Amiga da Amazônia, cujo objetivo era eliminar a madeira ilegal das compras públicas municipais.

O sucesso do programa, que conquistou a adesão voluntária de 38 cidades em todas as regiões do País, entre elas seis capitais – Porto Alegre, São Paulo, Salvador, Recife, Fortaleza e Manaus –, chamou a atenção dos estados para a importância de se fechar as portas para a madeira ilegal.

Em 2006, foi criado o Programa Estado Amigo da Amazônia, do qual já participam São Paulo, Bahia e Minas Gerais. Assim, os resultados significativos que o Cidade Amiga conquistou, como a inauguração da primeira obra pública com 100% de madeira certificada – em São Leopoldo (RS) e dois anos de licitação livre de madeira ilegal – em Americana (SP) –, ganharam ainda mais peso.

Isso porque os governos estaduais têm atribuição de fiscalizar a entrada e a comercialização de madeira em seu território. Em São Paulo, o primeiro a se tornar Amigo da Amazônia, apenas na primeira operação depois da reformulação de seu sistema de fiscalização, em setembro de 2007, foram apreendidas 3 mil toneladas de madeira ilegal.

Diante desse cenário, os programas atingiram sua maturidade e precisavam sair de casa para crescerem ainda mais e serem capazes de atender à demanda reprimida de cerca de 70 municípios e mais cinco estados, que manifestaram interesse em se tornarem Amigos da Amazônia.

Por entender que o caminho para o combate ao desmatamento ilegal e predatório na Amazônia é conscientizar e eliminar o mercado consumidor de madeira ilegal, a Fundação Getulio Vargas (FGV), por meio do Centro de Estudos em Sustentabilidade (CES) e o Centro de Estudos de Administração Pública e Governo (CEAPG), da sua Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV – EAESP), resolveu assumir a gestão dos programas e torná-los mais abrangentes, criando a Rede Amigos da Amazônia.

Saiba mais: http://www.fgv.br/ces/raa