Setor financeiro afirma importância do Capital Natural em declaração lançada na Rio +20

Declaração do Capital Natural também demanda dos setores privado e público um trabalho conjunto para criar as condições necessárias para manter e acentuar a importância do capital natural enquanto um patrimônio econômico, ecológico e social fundamental. 30/03/2012
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Conforme as ações de diferentes segmentos da sociedade para a Rio +20 começam a despontar, ganha destaque no setor financeiro a "Natural Capital Declaration" (Declaração do Capital Natural), um documento que demonstra o compromisso do setor em trabalhar pela integração de critérios de Capital Natural aos produtos e serviços oferecidos pelas instituições do século 21.
Coordenada pela Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI), Global Canopy Programme (GCP) e no Brasil pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV/EAESP (GVces), a Declaração tem o objetivo de mostrar que o setor financeiro reconhece e reafirma a importância do Capital Natural para a manutenção de uma economia global. Também demanda dos setores privado e público um trabalho conjunto para criar as condições necessárias para manter e acentuar a importância do Capital Natural enquanto um patrimônio econômico, ecológico e social fundamental.
O Capital Natural engloba recursos como solo, água, ar, flora e fauna, bem como os serviços ecossistêmicos a eles associados e que tornam possível a existência da vida humana. Para Roberta Simonetti, coordenadora do programa Finanças Sustentáveis do GVces, nem estes serviços, nem o estoque de Capital Natural que os provêm, são adequadamente valorados e comparados aos capitais financeiro e social. "Apesar de serem fundamentais para a existência e bem estar da sociedade, seu uso cotidiano permanece praticamente invisível ao sistema econômico. Utilizar o Capital Natural dessa maneira não é sustentável", afirma Simonetti.
A Declaração do Capital Natural é a primeira do gênero a estar aberta apenas a assinaturas de CEOs de instituições financeiras - uma medida voltada a atrair adesões de alto nível de bancos, investidores institucionais, gestores de recursos e companhias de (re)seguros. Já endossam a declaração o Rabobank, o National Australia Bank, a Caledonia Wealth Management, Robeco e Zevin Asset Management.
Governos, corporações, ONGs e outros membros da sociedade civil estão convidados a apoiar a Declaração. O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) já anunciou seu apoio. Para mais informações, e acesso ao texto na íntegra e aos depoimentos dos signatários, visite o site naturalcapitaldeclaration.org
Conheça o roadmap da Declaração, anunciado durante o evento de lançamento na Rio+20.

Sobre os parceiros da iniciativa
UNEP FI é uma parceria global entre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e o setor financeiro. Mais de 200 instituições, incluindo bancos, seguradoras e gestoras de fundos, trabalham com o PNUMA para compreender os impactos de questões ambientais e sociais na performance financeira.
Global Canopy Programme é uma aliança de instituições científicas de todo o mundo, que aplica a inteligência sobre florestas tropicais para proteger as florestas e os serviços ecossistêmicos vitais que elas oferecem para a humanidade. O GCP é um think-tank e catalizador, que testa ativamente formas inovadoras de proteger as florestas tropicais em uma economia globalizada que ainda as valoriza mais quando estão mortas do que quando estão vivas.
Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) é um espaço aberto de estudo, aprendizado, reflexão, inovação e de produção de conhecimento, composto por pessoas de formação multidisciplinar, engajadas e comprometidas, e com genuína vontade de transformar a sociedade. Sua missão é expandir continuamente as fronteiras do conhecimento contribuindo para um desenvolvimento sustentável, no âmbito da administração pública e empresarial. O GVces trabalha no desenvolvimento de estratégias, políticas e ferramentas de gestão públicas e empresariais para a sustentabilidade, no âmbito local, nacional e internacional. Seus programas são orientados por quatro linhas de atuação: (i) formação; (ii) pesquisa e produção de conhecimento; (iii) articulação e intercâmbio; e (iv) mobilização e comunicação.
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