Uma jornada transformadora

Na 4ª edição da imersão promovida pelas Iniciativas Empresariais do GVces, representantes das empresas membros exploraram a região de Foz do Iguaçu e arredores 06/09/2017
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Representantes de 21 empresas participaram da edição 2017 da Jornada Empresarial Terceira Margem, promovida pelas Iniciativas Empresariais do GVces (Divulgação)

Por Beatriz Kiss e Mariana Nicolletti, GVces

A Jornada Empresarial Terceira Margem é uma das atividades da agenda anual das Iniciativas Empresariais do GVces e tem por objetivo conectar os diversos temas trabalhados pelas iniciativas CiViA, EPC, TeSE, IDLocal, e ISCV e, ao mesmo tempo, proporcionar aos participantes uma experiência em campo.  Assim, buscamos conectar teoria e prática em um ambiente novo para trazer inspiração, despertar a curiosidade e proporcionar novas relações e reflexões sobre os dilemas e soluções da sustentabilidade.

A Jornada já virou tradição e tem atraído mais participantes a cada edição – este ano, na 4a edição, estivemos em campo com um grupo de 27 pessoas representando 21 empresas. A GIZ e o TEEB Regional Local no Brasil, parceiros do GVces, apoiaram a Jornada e  também estiveram representados.

A região escolhida para os três dias de imersão foi Foz do Iguaçu e municípios do entorno, no interior do Paraná (veja mapa abaixo). Além de visitar a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, os participantes puderam conhecer diversas iniciativas do programa Cultivando Água Boa e também refletir sobre os modelos de gestão do Parque Nacional do Iguaçu. Foram diversos diálogos em campo: com técnicos de Itaipu e do ICMBio, produtores locais e comunidades que vivem nas margens do rio Paraná. Assim os participantes puderem exercitar o olhar sistêmico sobre as diversas abordagens territoriais que se encontram na região. Finalmente, a partir de conversas, reflexões e experiências, o grupo pôde explorar os diferentes modelos de desenvolvimento que ali se desenharam e seus aspectos social, ambiental e econômico. 


Para saber mais sobre a Jornada 2017, acompanhe o relato a seguir dos dias vividos em campo.

23 de agosto 

Nossa Jornada começou com uma conversa com professores de história da UNILA (Universidade Federal da Integração Latino-Americana) que apresentaram o histórico de “desenvolvimento” da região a partir das perspectivas geográfica, econômica e sociocultural. Na sequência fizemos uma trilha no Parque Nacional do Iguaçu e tivemos um bate-papo com representantes do ICMBio sobre a gestão do Parque. O modelo inovador de concessões e os desafios de se gerir uma vasta área de conservação em uma região compartilhada pelo Brasil, Argentina e Paraguai chamaram a atenção. 

No 1º dia de viagem, o grupo visitou o Parque Nacional do Iguaçu e suas famosas Cataratas (Divulgação GVces)

Após uma visita às famosas Cataratas do Iguaçu, seguimos viagem para o município de Matelândia, onde nos reunimos com a equipe de Itaipu. Os temas abordados foram o modelo de compras sustentáveis praticado pela empresa e os programas “Oeste em Desenvolvimento” e “Cultivando Água Boa (CAB)”, ambos geridos por Itaipu. No fim do dia conhecemos a Família Grassi que nos recebeu com um jantar caseiro a base de produtos locais e compartilhou sua experiência na conservação dos recursos hídricos.

Divulgação GVces

24 de agosto

Na manhã do segundo dia participamos de uma ação de recuperação de mata ciliar com o plantio de árvores nativas em Quatro Pontes. A ação aconteceu na propriedade de um dos beneficiários do CAB, um pequeno produtor de leite que ajuda a preservar a nascente e garantir este recurso para os demais usuários da microbacia. Também visitamos um projeto de biogás produzido a partir de biometano (resultante de dejetos de animais), uma solução para destino dos resíduos de diversas propriedades e que, ao mesmo tempo, beneficia alguns produtores da região de Marechal Cândido Rondon a partir da geração de energia. 

Após o almoço, oferecido por um pequeno produtor de orgânicos e fornecedor de alimentos para a merenda escolar local, o grupo se dividiu para conhecer dois projetos: a cooperativa Biolabore, que mantém um centro de pesquisas e oferece assistência técnica aos produtores da região de Santa Helena; e a cooperativa de catadores, responsável pela triagem, reciclagem e destinação dos resíduos sólidos do mesmo município. 

Divulgação GVces

Seguimos viagem rumo a Foz do Iguaçu, com direito a uma parada em Itaipulândia para ver o sol se por sobre o lago de Itaipu e jantar na propriedade do Sr. Arruda, que tem promovido a multicultura e a recuperação de uma importante área de mata.

25 de agosto

No último dia de nossa viagem pudemos conhecer a fundo (literalmente) as operações da Itaipu, a maior usina em volume de energia produzida do mundo. Visitamos a base da barragem, a casa de máquinas e o centro de controle da usina, compreendendo a interessante relação energética entre Brasil e Paraguai. Na sequência almoçamos às margens do reservatório (porto Kattamaram), onde recebemos a visita do responsável pelo desenvolvimento sustentável de Itaipu.

Foto: Ednei Lopes/Divulgação GVces

Nossa jornada 2017 se encerrou no Refúgio Biológico Bela Vista, instituição que promove a conservação de espécies locais de fauna e flora. Além de ver a riqueza da biodiversidade brasileira, pudemos refletir em grupo sobre as vivências dos três dias de viagem e trocar os aprendizados e ensinamentos que cada um trouxe de volta na mala.